Saúde e bem estar

Cardiopatia congênita: Um problema que pode matar o bebê!

Além de Dia dos Namorados, 12 de junho é dia de conscientização da Cardiopatia congênita.

A doença é uma alteração na estrutura do coração presente antes mesmo do nascimento. Eu nunca tinha ouvido falar sobre ela nem sabia dessa data até que uma mamãe que me segue, a Luciana Oliveira, me contou sua história. Ela perdeu sua filha (Clara) por causa dessa doença e gostaria de alertar outras mamães.

Fui pesquisar e a CARDIOPATIA CONGÊNITA é mais comum do que se pensa. Ela ocorre em 1 a cada 100 nascidos vivos, cerca de 30% correspondem às chamadas cardiopatias críticas, que necessitam de intervenção no primeiro ano de vida. O diagnóstico precoce é arma fundamental para o adequado encaminhamento destas crianças ao tratamento em tempo hábil.

Ou seja, é MUITO IMPORTANTE fazer o pré Natal certinho e estar bem informada para questionar seu médico sobre os exames e resultados.

Por falta de informação a mamãe que falei no início desse post, perdeu sua bebê.
Abaixo vou colocar o relato dela:

“Aos 21 anos tive minha primeira filha Clara.
Tive uma gestação tranquila e um parto Cesária bem tranquilo tbm. Com dias de vida ela começou a apresentar os primeiros sintomas da cardiopatia, suava muito enquanto mamava, gemia e a respiração era bem ofegante… Minha familia sempre achou estranho e me falaram pra levar ela no pediatra, levei ela e todos que levei me falavam a mesma coisa “bebês suam e gemem” . Quando ela estava com três para quatro meses tornei levar ela, e as duas pediatras que levei me disseram que ela tinha um sopro e pediram um ecocardiograma, fiz o exame pedido e descobrimos a cardiopatia congênita. Devido ao pulmão dela estar bem comprometido nos encaminharam para a Santa Casa de Campo Grande, onde ficamos por dias entre indas e vindas, ate marcarem a cirurgia dela para o dia 12/05/2016. Infelizmente minha filha faleceu durante o procedimento cirúrgico, aos 5 meses de vida.
Por falta de conhecimento de nossa parte e por falta de preparação médica, a minha família e muitas outras perdemos nossos filhos. Depois de ter passado por isso procuro “orientar” as mãezinhas que estão próximas a mim, para que façam o ecocardiograma fetal (durante a gravidez) que é disponibilizado no SUS e façam o ecocardiograma após o nascimento”.

 

Que história forte né gente? Hoje, a Lu Tem um bebê (no colo dela na foto) e está grávida.

Lu, eu desejo a você e toda sua família as mais lindas bênçãos de Deus. Obrigada por usar a sua história para levar informações para outras mães.

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