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HU de Dourados volta a permitir acompanhantes e orienta mulheres sobre atendimento na maternidade

Depois de uma semana em medida restritiva, que suspendeu a entrada e permanência dos acompanhantes das gestantes, parturientes e puérperas na maternidade, o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) voltou a admitir a presença do acompanhante, garantindo o direito das mulheres internadas e ofertando em maior quantidade equipamentos de proteção individual (EPIs) aos usuários do serviço.

Mesmo com a liberação, o momento requer muita atenção e cuidado, e algumas orientações podem ajudar as mulheres a ter mais tranquilidade e segurança na hora de procurar atendimento. Com esse objetivo, foram elencadas algumas perguntas, elaboradas a partir das dúvidas que frequentemente chegam pelos canais de comunicação do HU-UFGD. Confira:

1 – Quando a gestante deve procurar a maternidade e que cuidados são necessários por conta da pandemia?

A gestante deve procurar a maternidade caso apresente alguma urgência ou emergência obstétrica, como sangramento, perda de líquido, contrações ritmadas de 5 em 5 minutos diminuição de movimentação do bebê, trabalho de parto. Recomenda-se que a gestante não procure o serviço hospitalar devido a queixas corriqueiras, sem gravidade, e para atendimento pré-natal. Reforçamos que o ambiente hospitalar representa uma exposição a mais riscos para as gestantes, portanto, elas só devem procurar o hospital em momento de real necessidade.

Sobre cuidados específicos neste momento de pandemia, caso a gestante esteja com sintomas gripais leves, ou tenha tido contato com caso confirmado de Covid-19, recomenda-se o isolamento domiciliar por 14 dias, que ela procure agendar o exame nos serviços de drive-thru, e que procure atendimento hospitalar nos casos de agravamento dos sintomas, como febre, falta de ar, dificuldade para respirar. Não se recomenda a peregrinação dos serviços de saúde em busca de realização do teste ou atendimento de sintomas leves, pois isso aumenta o risco de contaminação de outras pessoas e superlota os serviços de saúde, que já estão sobrecarregados com as demandas.

2 – Como está sendo o procedimento para atendimento e internação na maternidade do HU-UFGD? 

Para atendimento médico, TODAS as pacientes devem passar pela TENDA de TRIAGEM, que fica na parte externa do Pronto Atendimento da maternidade. Ali é feita a identificação de pacientes suspeitas ou confirmadas de Covid-19. Após a triagem, a mulher é direcionada ao setor A (atendimento de gestantes sem suspeita) ou ao setor B (gestantes suspeitas ou confirmadas). Durante todo o atendimento, a gestante deve utilizar máscara, evitar aglomerações, realizar as medidas de cuidado como cobrir a boca para tossir, e sempre higienizar as mãos.

3 – Quem está doente ou com sintomas de gripe, como deve proceder na hora de ir para a maternidade?

Ao procurar o hospital, a pessoa com sintomas gripais deve fazer uso de máscara, no momento da triagem deve se identificar como caso sintomático, e, portanto, será direcionada ao atendimento no setor B. Recomenda-se que, preferencialmente, o deslocamento até a maternidade seja feito em veículo próprio, e que se evite o uso de transporte coletivo ou carros de aplicativo. Caso isso não seja possível e essa pessoa precise utilizar serviços de ambulância ou SAMU, que avise a equipe previamente, para que as medidas de proteção sejam tomadas. É proibida a presença de acompanhantes sintomáticos junto às pacientes.

4 – Está permitida a entrada de acompanhante?

Devido ao cenário que a disseminação do COVID-19 em Dourados, a preocupação em diminuir o numero de pessoas circulando no hospital, a estrutura física inadequada da maternidade, que não propicia o afastamento entre os leitos de forma a tornar segura a acomodação das pacientes, recém-nascidos e acompanhantes, a gestão do hospital chegou a suspender a presença do acompanhante durante a internação das pacientes na maternidade. Essa medida emergencial foi adotada apenas temporariamente e, desde a última ????-feira (???), o hospital voltou a admitir a entrada e a permanência de acompanhantes. No entanto, não é permitida a troca, ou seja, o acompanhante deve permanecer o mesmo, desde a internação até à alta da paciente. Vale lembrar que HU-UFGD segue as diretrizes de defesa dos direitos da mulher e de apoio às boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento, e que as medidas de contingenciamento adotadas neste momento visam o coletivo.

5 – Quais as orientações e exigências para o acompanhante?

Os acompanhantes não podem realizar trocas, devem ter a circulação restrita ao mínimo necessário dentro do ambiente hospitalar, obrigatoriamente utilizar máscaras, ser do convívio diário da paciente, não estar no grupo de risco para Covid-19 (maior de 60 anos, portador de comorbidades), não apresentar sintomas gripais ou ter tido contato com casos suspeito ou confirmado da doença. É de extrema importância que o acompanhante não omita informações relevantes sobre seu estado de saúde durante a triagem, pois se o fizer pode estar expondo a risco de contágio tanto outros pacientes como os profissionais de saúde. Como não é permitida a toca, o acompanhante deve trazer para si itens de higiene pessoal e mudas de roupa.

6 – Qual é o tempo de internação depois que o bebê nasce?

A alta do binômio (mãe/bebê) está condicionada ao bom estado de saúde de ambos, normalmente em torno de 24 horas após o parto normal, ou 48 horas se tiver havido necessidade de cesárea.

7 – O registro de nascimento continua sendo feito no hospital?

Sim. Porém, para reduzir o fluxo de pessoas nos ambientes internos da maternidade, o serviço de registro está sendo feito na Recepção de Internação do hospital. O cartorário atende de segunda a sexta-feira a partir das 8 horas, e aos sábados, domingos e feriados a partir das 15 horas.

8 – Existe risco de contaminação por covid-19 na maternidade do HU-UFGD?

Como estamos em meio a uma pandemia com aceleração, descontrolada o risco de contaminação existe em todos os lugares. Porém, as medidas para reduzir ao máximo esse risco foram implementadas no ambiente hospitalar, como a triagem diária de todos os pacientes e acompanhantes, disponibilização de álcool gel para higienização das mãos, orientações de lavagem das mãos, uso de máscaras e uso de EPIs (equipamentos de proteção individual) por toda a equipe, além das medidas para evitar a aglomeração nos quartos, visto que não dispomos ainda de estrutura física adequada para a demanda exacerbada que atendemos.

9 – Quais as recomendações para as gestantes com relação à prevenção de contágio do covid-19?

A recomendações são as mesmas que para a população geral: isolamento social, lavagem frequente das mãos com água e sabão ou, na impossibilidade de lavar as mãos, o uso de álcool gel, bem como o uso de máscara. As consultas de pré-natal não devem ser suspensas, porém devem ser otimizadas a somente o necessário. Deve-se vitar a peregrinação pelos serviços de saúde e procurar o serviço de urgência e emergência somente quando necessário.

10 – Se, ainda durante a gestação, a mulher tiver sintomas de gripe ou suspeita de Covid-19, como deve proceder?

Se ela tiver sintomas leves, deve ficar em casa, em quarentena, por 14 dias com todos os cuidados quanto ao isolamento. Também deve agendar o teste no drive thru, suspender todos as consultas no período e comunicar a unidade de pré-natal sobre os sintomas. A gestante deve procurar atendimento médico no HU-UFGD, que é a unidade de referência, caso apresentar piora dos sintomas, como febre, dificuldade para respirar, falta de ar, ou queixa obstétrica que demande atendimento, como sangramento, perda de líquido, sinais de trabalho de parto, ou piora das comorbidades existentes (diabetes, pressão alta e outros problemas desse tipo).

Jornalista, pedagoga, mãe e muito mais. Repórter na TV MS RECORD, Revista Celebrar e FM CIDADE 101. Mas o foco desse perfil é falar de MATERNIDADE.

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