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MEDO INFANTIL: COMO LIDAR?

 

“Que o medo de cair não lhe impeça de voar. Que o medo das feridas não lhe impeça de curar. E que o medo do toque não lhe impeça de abraçar.” Bráulio Bessa

O medo é um sentimento universal, todos nós já sentimos em algum momento. Ele é uma reação de proteção automática do corpo, uma emoção primária do ser humano. A capacidade de sentir medo nos ajudou a superar tantos desafios ao longo da história. O medo nos auxilia para lutar ou fugir diante de um perigo, que pode ser real ou imaginário.

 

As crianças sentem medo. Aos olhos dos adultos, muitas vezes os medos das crianças podem ser incompreensíveis, mas é importante olhar com atenção, amor e cuidado todas as emoções. O diálogo, ouvindo a criança para entender o que ela está sentindo é um ótimo “remédio” .

 

É importante que tenhamos o equilíbrio das emoções, com o medo este equilíbrio também é necessário, porque a falta de medo pode expor a criança ao risco e o medo excessivo pode fazer com que a criança se feche. Fale a verdade sobre os medos reais para que a criança construa noções de perigo.

 

 

As crianças podem apresentar diferentes tipos de medo, como por exemplo, medo de ruídos, de altura, de ficar longe dos pais, de dormir sozinho, de animais, do escuro, entre outros medos. Estes são os tipos de medo infantil mais comuns, porém, cada criança é única e tem uma reação diferente e nem todas vão apresentar o mesmo comportamento.

 

O medo excessivo pode causar alterações físicas (coração palpitante, calafrios, suor nos pés e nas mãos, sono intranquilo, descontrole para fazer xixi, diarreia) e comportamentais (inibição, agressividade, choro excessivo, falta de ânimo nas atividades).

 

Para identificar a origem ou mesmo a existência do medo infantil é preciso muita dedicação, e em algumas situações é muito difícil identificá-los. Os pais devem estar atentos aos sinais demonstrados pela criança e saber conversar com ela sobre o que lhe causa pavor.

 

O medo infantil é uma situação real e não deve ser negligenciada. É importante que a criança tenha um espaço de escuta atenta para que possa falar abertamente do que está sentindo. Muitas vezes as crianças se comunicam através da brincadeira. O medo das crianças precisam ser aceitos, reconhecidos e respeitados. Vale lembrar que as crianças sempre devem ser amparadas com cuidado, empatia e afeto.

 

Não devemos repreender a criança por manifestar o medo, gritar nem a pressionar para enfrentar uma determinada situação, sem que ela esteja preparada para isso e também é importante evitar assumir uma postura superprotetora.

Existem possibilidades de superar o medo, e tratando-se de crianças, os adultos devem auxiliar neste processo para que a criança adquira a confiança.  Quando as crianças conseguem olhar de frente para seus temores é que ela terá força para superá-los. Converse sobre os temores, peça para que a criança desenhe os medos, brinque através de dramatização, fantoches, bonecos, sem minimizar o que a criança sente.

 

Enfrentar o medo é ter a certeza que ele jamais se tornará algo maior do que você. Porém para que a criança enfrente os seus medos cabe ao adulto demonstrar possíveis saídas para o problema em questão, oferecendo segurança para a criança.

 

Algumas brincadeiras podem auxiliar as crianças a relaxarem nestes momentos: bolha de sabão, massinha e livros educativos.

 

Se perceber que os medos estão afetando a vida social, o desempenho escolar ou gerando um grande sofrimento ao seu filho, você pode procurar ajuda profissional, como um psicólogo.

 

 

 

Psicóloga (CRP 14/03195-8), mãe da Alice e do Renzo. Atuo como psicóloga na área clínica e perinatal, com atendimento focado em mulheres que desejam engravidar, gestantes e mães. Sou fundadora do Materna Psicologia e gosto muito de conhecer as histórias das famílias e auxiliar as mães ou futuras mamães nos assuntos relacionados a maternidade.

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